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Valorizado, Toloi investe na carreira
sábado, 09 de abril de 2011, 11:44
Alvo recorrente do interesse de outros clubes, que na maioria das vezes não passa de especulação, o zagueiro Rafael Toloi, de 20 anos, é o jogador mais valioso atualmente do elenco do Goiás. O alviverde sabe que tem uma pedra preciosa nas mãos e, ao longo de quatro anos de contrato profissional com a revelação, buscou se garantir. O contrato do jogador, que vai até fevereiro de 2015, tem uma multa rescisória que seria de R$ 39 milhões.
Toloi tenta não se deixar afetar pelas especulações. A última delas foi do Fluminense que, por meio do ex-esmeraldino Rafael Moura, sondou o Goiás no início do ano sobre a possibilidade de empréstimo. Ouviu de Edmo Pinheiro que o alviverde pretende negociar o zagueiro em definitivo. O dirigente garante não ter ouvido proposta concreta do tricolor, mas assegura: "Mesmo se a situação financeira for ruim, não vou vender meu diamante a preço de banana."
A última renovação de contrato foi em março, com aumento de salário e, consequentemente, da multa. O valor previsto na cláusula penal não quer dizer o quanto vale Toloi, mas é uma garantia de que o clube não perderá sua revelação a baixo custo. É a partir da multa é que se inicia uma negociação.
Como diz o conselheiro e responsável pelas transações de jogadores, Edmo Mendonça Pinheiro, "tudo é negociável".
Frustração
"Estou concentrado. Tenho só dois objetivos. Ser campeão goiano e levar o Goiás de volta à Série A", resume o garoto. Foi por conta de uma transferência frustrada no meio do ano passado que Toloi tomou a posição de focar apenas no que produz dentro de campo.
O Goiás recusou uma proposta do italiano Palermo de 3 milhões de euros por 50% dos direitos de Toloi. Sonhando com o mercado europeu, a atitude do clube frustrou o zagueiro. A oferta foi apresentada pelo presidente na época, Syd de Oliveira Reis, que enfrentava a dura oposição de Hailé Pinheiro, que, à frente do Conselho Deliberativo, impediu a negociação. A situação evoluiu para a renúncia de Syd e, atualmente, Hailé acumula as chefias do Conselho e executiva do clube.
"Amadureci bastante. Não me preocupo mais com isso. Só penso que, jogando bem, as coisas podem melhorar. Estou feliz no Goiás. Devo muito mais ao Goiás do que o contrário", ressalta o zagueiro.
Atuar na Europa é um sonho de Toloi. A dupla cidadania, que conseguiu após um longo processo burocrático para facilitar o ingresso no mercado europeu, pode levá-lo ao futebol italiano, que o agrada, e valorizá-lo ainda mais numa futura negociação. Ele também diz que tem atração pelo estilo inglês. "Acho difícil me liberarem para clube brasileiro. Acho que querem me vender para fora", comenta o jogador.
Às voltas com o seu futuro e bem articulado, Toloi também pensa no marketing pessoal e investiu na contratação de uma empresa para assessorá-lo (www.escritoriodabola.com). Hoje, ele tem quem busque contratos de patrocínio particular - recebe quase R$ 40 mil por ano de parceiros em material esportivo e alimentação -, negocie campanhas publicitárias, produza seu site (www.rafaeltoloi.com) e o auxilie com a imprensa. "Isso é importante. Pelo que a gente faz dentro de campo, as pessoas querem que a gente use suas marcas", conta, logo após uma sessão de fotos que fez para o guia da Série B de uma revista nacional.
Natural de Glória D'Oeste (MT), Toloi chegou ao Goiás em 2005. Por dois anos, morou na casa de um amigo da família. Depois, dividiu com amigos um apartamento bancado pelo seu empresário. E é pensando numa futura transferência que o zagueiro ainda não comprou a sua própria casa, já que sabe que não ficará em Goiânia. Com o dinheiro que ganha, já comprou uma casa e um carro para a mãe, em Glória D'Oeste.
Goianão
Para a partida de amanhã, contra o Crac, fora de casa, o Goiás pode não ter seu artilheiro na temporada (8 gols). Hugo tem problema muscular na coxa direita e será avaliado hoje. Se não puder atuar, Guto ganha espaço. Carlos Alberto e Rafael Toloi voltam ao time.
Fonte: Paula Parreira / Jornal O Popular.
Toloi tenta não se deixar afetar pelas especulações. A última delas foi do Fluminense que, por meio do ex-esmeraldino Rafael Moura, sondou o Goiás no início do ano sobre a possibilidade de empréstimo. Ouviu de Edmo Pinheiro que o alviverde pretende negociar o zagueiro em definitivo. O dirigente garante não ter ouvido proposta concreta do tricolor, mas assegura: "Mesmo se a situação financeira for ruim, não vou vender meu diamante a preço de banana."
A última renovação de contrato foi em março, com aumento de salário e, consequentemente, da multa. O valor previsto na cláusula penal não quer dizer o quanto vale Toloi, mas é uma garantia de que o clube não perderá sua revelação a baixo custo. É a partir da multa é que se inicia uma negociação.
Como diz o conselheiro e responsável pelas transações de jogadores, Edmo Mendonça Pinheiro, "tudo é negociável".
Frustração
"Estou concentrado. Tenho só dois objetivos. Ser campeão goiano e levar o Goiás de volta à Série A", resume o garoto. Foi por conta de uma transferência frustrada no meio do ano passado que Toloi tomou a posição de focar apenas no que produz dentro de campo.
O Goiás recusou uma proposta do italiano Palermo de 3 milhões de euros por 50% dos direitos de Toloi. Sonhando com o mercado europeu, a atitude do clube frustrou o zagueiro. A oferta foi apresentada pelo presidente na época, Syd de Oliveira Reis, que enfrentava a dura oposição de Hailé Pinheiro, que, à frente do Conselho Deliberativo, impediu a negociação. A situação evoluiu para a renúncia de Syd e, atualmente, Hailé acumula as chefias do Conselho e executiva do clube.
"Amadureci bastante. Não me preocupo mais com isso. Só penso que, jogando bem, as coisas podem melhorar. Estou feliz no Goiás. Devo muito mais ao Goiás do que o contrário", ressalta o zagueiro.
Atuar na Europa é um sonho de Toloi. A dupla cidadania, que conseguiu após um longo processo burocrático para facilitar o ingresso no mercado europeu, pode levá-lo ao futebol italiano, que o agrada, e valorizá-lo ainda mais numa futura negociação. Ele também diz que tem atração pelo estilo inglês. "Acho difícil me liberarem para clube brasileiro. Acho que querem me vender para fora", comenta o jogador.
Às voltas com o seu futuro e bem articulado, Toloi também pensa no marketing pessoal e investiu na contratação de uma empresa para assessorá-lo (www.escritoriodabola.com). Hoje, ele tem quem busque contratos de patrocínio particular - recebe quase R$ 40 mil por ano de parceiros em material esportivo e alimentação -, negocie campanhas publicitárias, produza seu site (www.rafaeltoloi.com) e o auxilie com a imprensa. "Isso é importante. Pelo que a gente faz dentro de campo, as pessoas querem que a gente use suas marcas", conta, logo após uma sessão de fotos que fez para o guia da Série B de uma revista nacional.
Natural de Glória D'Oeste (MT), Toloi chegou ao Goiás em 2005. Por dois anos, morou na casa de um amigo da família. Depois, dividiu com amigos um apartamento bancado pelo seu empresário. E é pensando numa futura transferência que o zagueiro ainda não comprou a sua própria casa, já que sabe que não ficará em Goiânia. Com o dinheiro que ganha, já comprou uma casa e um carro para a mãe, em Glória D'Oeste.
Goianão
Para a partida de amanhã, contra o Crac, fora de casa, o Goiás pode não ter seu artilheiro na temporada (8 gols). Hugo tem problema muscular na coxa direita e será avaliado hoje. Se não puder atuar, Guto ganha espaço. Carlos Alberto e Rafael Toloi voltam ao time.
Fonte: Paula Parreira / Jornal O Popular.


