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Maestro Danilo
O mineiro camisa 20 do Corinthians, Danilo, dono de uma coleção de títulos de fazer inveja a muitos grandes clubes do país (foi Campeão 20 vezes em 13 anos de carreira profissional), nos revela quem são seus ídolos no futebol, fala da experiência que adquiriu na terra do sol nascente e diz que sonha em vestir a camisa da seleção um dia. Diz ainda, qual é o segredo para uma equipe ser campeã da Libertadores e a importância da Fiel Torcida para o clube do Parque São Jorge.


Como foi o início de sua carreira no Goiás? Quais foram as principais dificuldades e os grandes incentivadores?

Pra mim foi um pouco difícil, principalmente no início, porque fui pra Goiânia muito novo. Na época, eu tinha 16 pra 17 anos e tinha muita insegurança, isso foi uma das grandes complicações. As pessoas que mais me apoiaram a investir na carreira de atleta de futebol, sem dúvida alguma, foi minha família, meu tio e o Pelé que foi meu treinador desde moleque em Ibiá, eles foram os grandes incentivadores em todos os momentos. O pessoal da equipe do Goiás naquela época que me deu oportunidade.

Quem são seus ídolos no futebol?

Dos mais recentes que tive a oportunidade de acompanhar de perto, o Romário e o Raí foram dois grandes jogadores que sempre admirei. Tive até o privilégio de poder jogar contra os dois e confirmar dentro de campo o quanto eles eram espetaculares em suas posições.
 

Como foi a experiência de morar 3 anos no Japão, o que mais te impressionou lá?

Essa foi uma experiência muito marcante pra mim e pra minha família. Ter morado no Japão durante três anos me fez amadurecer muito, principalmente pelo fato da cultura japonesa ser bem diferente da nossa. A disciplina, a organização, a cultura e o respeito pelo próximo são coisas que impressionam bastante.

 

Qual a diferença do futebol japonês para o brasileiro?

O futebol japonês é de muita velocidade, muita bola aérea, passes longos e pouco tempo para trabalhar a bola individualmente. Acho que, até mesmo pelo biotipo deles, que são mais franzinos, eles tendem a aprimorar a velocidade e evitar o contato físico dentro de campo. Já no Brasil, o jogo é mais cadenciado, com a bola mais no chão, de toques curtos, de esquema tático mais rigoroso, com jogadores mais habilidosos e experientes.

 

Como foi jogar pela equipe do Kashima Antlers, que tem como seu maior ídolo o brasileiro Zico?

Foi um privilégio muito grande ter atuado num clube tão querido como o Kashima Antlers, que tem uma forte tradição de jogadores brasileiros e uma torcida que é apaixonada pelo clube. Fiquei muito feliz por ter conquistado três títulos da J-League (Liga Nacional Japonesa) nos três anos em que joguei lá. Nesse período, pude ver de perto como é grandiosa a admiração, não apenas dos torcedores do Kashima, mas de todos os japoneses pelo Zico, que foi jogador e treinador do Kashima antes de ser técnico da Seleção Japonesa. Ele tem uma história muito bonita com o Kashima e com o futebol japonês.

 

Como você avalia a seleção do técnico Dunga? Quais suas projeções para a Copa?

Até o momento a Seleção Brasileira está indo bem, o Dunga vem mantendo uma base já faz alguns anos e conhece bem os jogadores que ele escolheu para disputar a Copa. Espero que dê tudo certo pra nossa Seleção este ano, que os jogadores se unam em torno do objetivo principal, que é conquistar mais um título mundial. Depois da Copa, quem sabe, se tiver uma vaguinha no meio de campo, estou à disposição [risos]! Ainda tenho o sonho de vestir a amarelinha, vou procurar fazer bem meu trabalho nos próximos anos, e aguardar, quem sabe um dia aparece uma oportunidade!?

 

Qual foi a sensação de ter sido Campeão Mundial de Clubes?

Sem dúvida nenhuma, foi meu maior título até agora e uma das maiores emoções que tive no futebol. Foi uma emoção inexplicável, uma sensação de dever cumprido, pois, sabíamos que aquele grupo do São Paulo na época tinha potencial para conquistar qualquer título que a gente disputasse. Foi a coroação de uma ótima fase que vivi no São Paulo.

 

Como foi retornar ao Brasil e poder atuar no Corinthians?

Jogar no Brasil é algo que todo jogador, de qualquer lugar do mundo sonha. Quando a gente sai daqui, fica o tempo todo pensando quando vai voltar, porque não dá pra ficar muito tempo longe do futebol brasileiro. No final do ano passado, fiquei contente em poder retornar ao Brasil, e mais feliz ainda por voltar a jogar por um clube tão grandioso como o Corinthians. Com certeza, esse foi um dos fatores que pesaram na minha decisão de voltar pro Brasil, poder participar de um ano tão importante como este que estamos vivendo no Corinthians, o ano do Centenário do clube, com um elenco tão forte e unido como o nosso.

 

Você é um jogador que sempre teve passagens marcantes e vitoriosas nos clubes em que atuou, quais as expectativas agora no Corinthians?

Espero dar sequência no meu trabalho da mesma forma que fiz até hoje, desde o início lá no Goiás: dar meu máximo em campo sempre focado no bem da equipe, porque sei que esse é o caminho para conquistar os objetivos. Acredito que a equipe do Corinthians está bem representada para poder competir com força máxima os torneios deste ano. Com humildade e os pés no chão podemos fazer de 2010 um ótimo ano para coroar o Centenário do clube.

 

Você esperava vestir a camisa 10 do Timão no ano do Centenário do clube?

Pra mim foi uma surpresa, porque eu não esperava isso. Em todos os clubes que joguei até hoje, com exceção do Kashima (que adota números fixos para os jogadores japoneses) onde joguei com a 11, sempre joguei com a número 10 de uma forma natural, o número da camisa nunca me preocupou. Sempre fui um jogador que não se preocupa em destacar individualmente dentro do campo. Não me importo em sacrificar individualmente se isso trouxer benefícios para o grupo todo. Mas, é claro que vestir a camisa 10 de um grande clube como o Corinthians tem um sabor especial, ainda mais num ano tão importante como este, mas sei que a camisa também traz obrigações e espero corresponder as expectativas.

 

Você é o jogador do Timão que mais vezes atuou na Libertadores, já foi campeão uma vez e vice em outra, usando de sua experiência na competição, quais são os principais quesitos que um clube necessita para alcançar esse título tão disputado?

A Libertadores é um campeonato muito difícil, nele você tem que ter, além de um bom time, um excelente grupo, que tenha experiência, tranquilidade, garra e união. Os jogos são sempre muito difíceis dentro e fora de casa, é preciso ter um grupo bem fechado para superar jogo após jogo, como se cada um fosse uma final antecipada.

 

Como é jogar ao lado de craques como Roberto Carlos e Ronaldo

Estou muito feliz em poder jogar ao lado do Roberto e do Ronaldo, que são ídolos no mundo todo. Não imaginava ter a oportunidade de atuar com esses dois feras, que estão entre os maiores jogadores brasileiros de todos os tempos em suas posições.

 

Como é a Fiel torcida do Timão, o que ela tem de tão especial que encanta todos os jogadores que passam pelo Corinthians?

A torcida aqui é o ponto forte do clube fora do campo. A paixão que o corintiano tem pelo Timão é algo fora do comum, difícil de dizer. É ela quem nos empurra para cima do adversário o tempo todo, nos motiva quando o grupo precisa de motivação. A torcida ajuda a fazer pressão no adversário, na arbitragem e nos jogadores, ajudando o atleta a dar o máximo em campo para conquistar a vitória. O Pacaembu lotado com um bando de “loucos” gritando e apoiando nosso time é sem dúvida, uma das coisas que o Corinthians tem de melhor!

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